
vários são os “problemas” que ilustram a complexidade do contexto escolar, incluindo a ausência de estímulo dos profissionais, o que os leva a abandonar a pesquisa e a intervenção nesta área. Por outro lado, existe o esforço para modificar tal quadro, buscando-se uma compreensão contextualizada que não enfatize só problemas estruturais e instrumentais sem assinalar soluções necessárias e possíveis.
A escola tem sido objeto de estudo da Educação, da Psicologia e, além de ser um espaço físico projetado para educar crianças e adolescentes, constitui-se também em espaço de relações humanas. Por essa razão deve-se compreendê-la, visando sistematizar os aspectos que permeiam as relações que ali se constroem. Há estudos e teorias buscam explicar o processo de desenvolvimento da escola e, especificamente, a questão da motivação e estimulação para manter o interesse dos alunos pela mesma.
A realidade indica que muitos professores são mais instrutores e menos educadores e o mais grave: muitos são maus professores, capazes de cometer muitas atrocidades contra seus próprios alunos.
Diríamos que muitas escolas sofrem com o que poderíamos chamar de pedagogia da intolerância que se caracteriza pela intransigência e irracionalidade no exercício de ensinar.
O mau professor, ao contrário, é, em geral, um professor intolerante que reproduz, muitas vezes, consciente ou inconsciente, um modelo pedagógico rígido, reflexo de uma pedagogia intransigente e irracional. O mau professor é um professor mal formado para o ambiente escolar. O professor intolerante é, em geral, implacável. O professor se torna austero na medida que, no ambiente escolar, se torna rígido, de caráter severo, capaz de ser duro em situações que deve ser tolerante como, por exemplo, nas correções das avaliações escolares ou decorrer de suas aulas expositivas. Os maus professores desconhecem que, mesmo nas aulas expositivas, há lugar para o perguntar e para o diálogo permanente.
O professor severo, no âmbito do ensino, tem apenas uma visão do certo e do errado, nunca relativiza uma resposta ou posição. Os professores severos são graves, circunspectos, sérios, e trazem marcas visíveis nos olhos, nos trejeitos da boca, seu olhar é menos manifesto do que sua face severa.
É o que ando aturar ....!






